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Assassinato de analista judiciária que comoveu Campos faz um ano

Reprodução
Patrícia Manhães foi morta a tiros na sede da GCM no Ceasa

Patrícia Manhães foi morta a tiros na sede da GCM no Ceasa

A Primeira Vara Criminal de Campos decretou segredo de justiça ao processo criminal sobre o assassinato da analista judiciária Patrícia Manhães, morta a tiros em abril do ano passado. O crime completa um ano nesta quinta-feira (13).


Os guardas civis municipais Uenderson de Souza Mattos e Genessi José Maria Filho, além de Jonathan Bernardo Lima são reús no processo e podem ir à júri popular. Uenderson era marido da vítima e, de acordo com o processo, teria encomendado o crime a Genessi que contratou Jonathan para a execução. O motivo do assassinato ainda é um mistério, já que eles negam envolvimento no crime, mas a Polícia Civil acredita em execução motivada por interesse na herança financeira da vítima.


O juiz da Primeira Vara Criminal também foi substituído nos últimos dias. Diego Fernandes Silva Santos foi transferido para a 1ª Vara Cível. Paulo Vitor Siqueira foi quem assumiu a primeira Vara Criminal e deve conduzir os novos rumos do processo.


No dia 23 de janeiro de 2017, aconteceu uma audiência de instrução e julgamento no Fórum. Os suspeitos são réus por homicídio triplamente qualificado e estão presos desde maio de 2016. Depois dessa fase processual acontece a apreciação de requerimentos formulados pelo Ministério Público e pela defesa das partes. Posteriormente, seria a vez das alegações finais e, por fim, o juiz irá decidir se os três irão a Júri Popular ou se serão inocentados das acusações.


 


Porém, como o segredo de justiça, o Jornal Terceira Via não conseguiu confirmar a fase que se encontra o processo, nem se o juiz decidiu se o caso irá ou não à júri popular.


 


 Depoimento de Uenderson na audiência de Instrução e Julgamento


O guarda municipal contou em detalhes a versão dele para o fato. Segundo Uenderson, na quinta-feira, dia 13 de abril de 2016, ele estava de férias e acordou com uma mensagem de Genessi pedindo R$ 150 para fazer manutenção em um carro. O marido de Patrícia teria, então, combinado de entregar a quantia nas mãos de Genessi ainda na manhã daquela quinta-feira, na BR-101 próximo à sede da Guarda Ambiental, onde Genessi trabalhava. O local foi escolhido porque Uenderson iria para um velório da irmã da sua cunhada em Travessão.


Ainda de acordo com o guarda, após o velório, por volta das 18h, ele e Patrícia teriam parado o carro, um Spin na cor preta, na sede da Guarda Ambiental, em Guarus, onde Uenderson iria mostrar uma “pipa de pescaria” a um colega de trabalho porque ambos iriam pescar no final de semana. Ele contou que queria mostrar a pipa por uma das janelas da Guarda para poupar tempo, mas não conseguiu falar com o colega por ali. Segundo Uenderson, ele deixou Patrícia no carro para entrar no órgão e foi nesse momento que o crime teria acontecido.


O guarda disse que levou, no máximo, 15 minutos dentro da sede da Guarda e que ouviu os disparos de lá de dentro. Ele teria corrido para socorrer a mulher, mas a encontrou com a cabeça caída no painel do veículo e o celular dela estava aceso. O juiz questionou se Uenderson sabia que a área era considerada perigosa, mas ele alegou que não tinha esse conhecimento e que, inclusive, chegou a dormir no carro quando trabalhou ali.


Uenderson acrescentou que havia R$ 1.500 dentro do carro, valor esse que seria utilizado para quitar o IPVA no dia seguinte ao crime. Ele disse que os supostos assassinos teriam levado o dinheiro antes de atirar em Patrícia. A promotora do caso, Ludmila Rodrigues, perguntou se ele tinha o costume de deixar uma grande quantidade de dinheiro dentro do carro e ele negou que R$ 1.500 fosse uma alta quantia.


A promotora também perguntou o motivo de Uenderson não ter convidado a esposa para entrar na sede da Guarda e ele respondeu que “ele respeitava o trabalho dela e ela respeitava o trabalho dele”. Ela questionou ainda de onde e há quanto tempo ele conhecia Genessi e o guarda disse que “se conheceram na Guarda há mais de 10 anos” mas que “não eram amigos próximos”; quanto à Jonathan, ele afirmou nunca ter visto.


Quando foi questionado se sabia que Genessi já havia cometido um assassinato no passado, Uenderson confessou “ter ouvido falar”, mas que não sabia detalhes. A promotora disse que constava nos autos do processo que Uenderson teria telefonado para Genessi pedindo para que ele “fizesse um serviço”. Sobre o assunto, o guarda contou que uma pessoa teria o desacatado e o ameaçado quando ele estava fardado e que “ficou com raiva”. Ele também acrescentou que se envolveu com uma mulher casada e tinha medo de o marido “fazer algo contra ele”. A promotora perguntou se ele tinha intenção de cometer um assassinato e ele alegou que “só procurou saber o que poderia ser feito para se defender, mas que a raiva passou”.


 Sobre os dois filhos do casal, de 8 e 4 anos, Uenderson afirmou que tem uma “ótima relação” com ambos. Ludmila falou que a empregada doméstica que trabalhava na residência dos dois disse em depoimento que, após a morte de Patrícia, as crianças estavam em “situação de penúria alimentar” e que, antes do crime, o guarda já teria trancado o filho mais novo dentro do carro. Nesse momento, Uenderson chorou e disse que o que a mulher disse era “um absurdo”. Segundo o guarda, as crianças “sempre foram bem tratadas” e que, depois da morte da mãe, era ele quem “providenciava tudo dentro de casa”. Quanto ao relacionamento com Patrícia, o guarda se limitou a dizer que era “bom”, que se envolveu com outra mulher porque “não conhecia a palavra de Deus” e que “nunca fez ignorância com ela”.


Ainda de acordo com a promotora, a empregada doméstica teria contado que, depois da morte da esposa, ele teria utilizado o telefone dela e de outros conhecidos para efetuar ligações. A justificativa do guarda foi de que o delegado teria “vasculhado” o telefone dele e que usou outros aparelhos porque tinha medo de descobrirem o seu caso extraconjugal. Questionado se Patrícia poderia ter inimigos ou até mesmo um amante, Uenderson disse que “a princípio não” e que “confiava na esposa”.


Uenderson pediu ao juiz para que pudesse falar sobre a busca e apreensão, que ocorreu logo após o crime, nos dois imóveis e no carro da família. De acordo com ele, o delegado encontrou a quantia de R$ 11 mil dentro do cofre localizado no apartamento em que Uenderson morava com Patrícia e os filhos. Esse dinheiro seria oriundo das economias de ambos para, no futuro, comprarem um novo carro. O guarda disse que o delegado duvidou da origem da quantia e que “prometeu acabar com a vida dele”.


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Logo após o depoimento, o advogado de Uenderson, Aurélio Raposo, entrou com um pedido de liberdade provisória para o cliente, mas a solicitação foi negada pelo juiz. De acordo com o advogado, “nada foi provado até o momento” e, desse modo, caso seja deferida a sentença de pronúncia (tornar admissível a denúncia), ele irá recorrer a decisão e solicitar ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que o Júri Popular aconteça em outro município. “Esse é um caso que teve muito clamor público e eu sei que, se o meu cliente for para o Júri Popular em Campos, ele não terá chance de liberdade. Então, a Defesa tem o dever de entrar com o pedido de ‘desaforo’ (julgamento em outro município)”, concluiu.


Testemunha


Na última audiência do caso, somente uma testemunha foi ouvida. A mulher disse ser vizinha de Jonathan, suspeito de ser o executor do crime, e que ele era um “homem trabalhador”. Ela afirmou que ele estava na “rua de casa” pela manhã e permaneceu lá até às 17h, quando ela retornou do trabalho. Após esse horário, ela disse não ter visto Jonathan.

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terceiravia
http://www.jornalterceiravia.com.br/2017/04/13/assassinato-de-analista-judiciaria-que-causou-comocao-em-campos-completa-um-ano/

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